O presidente do Governo Regional encerrou, sábado à noite, em Valência, no estado de Carabobo, uma visita de oito dias à Venezuela. Milhares de pessoas marcaram presença no Centro Social Madeirense de Valência. A festa começou com a inauguração de dois bustos situados à entrada daquela instituição, precisamente, o de Simón Bolívar e de Gonçalves Zarco.
No dia em que se assinalava o Dia Nacional da Venezuela, com vários eventos a decorrer em Caracas, Alberto João Jardim disse que não podia ter sido escolhido melhor dia para se assinalar o Dia da Região em Valência, por ser também uma comunidade «muito especial».
Alberto João Jardim, na sua intervenção, começou por destacar «o trabalho notável» que tem vindo a ser feito pela junta directiva do Centro Social Madeirense de Valência, presidida João Paulo Vera Cruz, organismo que foi também realçado pelo alcaide de San Diego, Vicencio Spisso município onde está situada aquela infra-estrutura.
Dirigindo-se aos milhares de pessoas que participaram no evento, Jardim disse que aqueles que têm visitado a Madeira têm visto o que tem sido feito. Porém, realçou, «o trabalho é de todos os madeirenses que tiveram a inteligência, o bom senso de aproveitar a democracia a autonomia e a União Europeia para arrancar com o desenvolvimento para a frente e sairmos da miséria e do colonialismo dos último tempos».
Tal como afirmou, «não é um político só que faz o trabalho. Quem faz o trabalho é quem escolhe o político e o manda fazer aquilo que o povo quer, aquilo que o povo decide. Eu não sou mais que um executante do povo, que um mandatário do povo madeirense, esteja ele na Madeira, esteja ele em qualquer parte do mundo».
Neste momento, acrescentou Alberto João Jardim, «nunca foram tão más as relações entre o governo da República e o Governo da Madeira. Tiraram-nos dinheiro que era nosso e que tinham prometido respeitar. Fizeram-nos várias partidas. Agora, não se resolve nenhum problema pendente com a Madeira, porque o governo socialista em Lisboa não perdoa haver um território que não é da mesma cor deles, que eu sei de outro sítio onde isto também se passa».
Porém, acrescentou, «há uma coisa que vos quero dizer: apesar das patifarias que têm feito ao povo madeirense todas as semanas, graças a Deus, tem havido inaugurações tem havido coisas novas na Madeira, a gente vai apertando o cinto, mas vai continuando a trabalhar, até que nosso Senhor se lembre de afastar aqueles que são uns filhos das trevas».
Tal como afirmou, «é com esta mensagem de compromisso de trabalho que me despeço, que é o único compromisso que eu poderia tomar diante de cada um de vós. Aprendi convosco que a vida faz-se com trabalho. Há para aí quem não trabalhe e viva à custa do dinheiro que os outros produzem e quando se precisa de gente para trabalhar não querem trabalhar, querem viver de subsídios».
«O meu compromisso – disse Jardim — é continuar a trabalhar. Convosco aprendi que o trabalho faz as coisas andar para a frente. Garanto-vos que, tal como nos 30 anos anteriores, nos três anos que faltam para acabar este mandatado eu vou seguir o vosso exemplo e vou continuar a trabalhar apesar das dificuldades».
Durante a cerimónia, Alberto João Jardim foi ainda distinguido, primeiro pelo Centro Social Madeirense de Valência, com o título da Ordem João Gonçalves Zarco (1.ª Classe), recebeu também, das mãos do alcaide de San Diego, o “Botão de Ouro” daquele município.
Além de Alberto João Jardim, foram também distinguidos com a Ordem de Gonçalves Zarco (2.ª Classe) o secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Casto, bem como Director do Centro das Comunidades, Gonçalo Nuno, com a Ordem de Gonçalves Zarco (3.ª Classe).
A festa contou ainda com um momento de fogo de artifício alusivo ao Dia da Região, um espectáculo que deliciou os milhares de pessoas que se deslocaram ao Centro Social Madeirense de Valência. >>>