O GPS e a leitura automática de matrículas são duas armas da Polícia para o combate ao fenómeno do carjacking. Lisboa, Porto e Setúbal são os distritos mais afectados por este tipo de roubos violentos.
Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), o projecto-piloto de leitura automática de matrículas vai ser executado em “zonas definidas como relevantes” para efeitos de amostragem e os resultados “definirão a viabilidade do recurso a esta alternativa tecnológica como forma de combate” ao carjacking (roubo violento de veículos na presença do condutor).
Até ao final do ano, Associação Portuguesa de Seguradores e a Associação Portuguesa de Leasing e Factoring vão iniciar o projecto-piloto de leitura automática de matrículas para combater o carjacking. O projecto terá uma fase de ensaio no quarto trimestre deste ano e as conclusões deverão ser apresentadas no primeiro trimestre de 2009.
No âmbito do combate ao carjacking, o MAI também assina um protocolo com a Associação de Comércio Automóvel de Portugal para desenvolver acções de divulgação, informação e sensibilização que estimulem a aquisição e a divulgação da oferta de soluções tecnológicas baseadas na georeferênciação e geolocalização (GPS) como serviço de protecção adicional para os proprietários dos automóveis.
Conselhos de segurança na internet
As acções de informação, divulgação e sensibilização podem realizar-se entre as forças de segurança e o sector automóvel em eventos como os salões de automóveis.
Os dois protocolos surgem no âmbito das medidas propostas pelo grupo de trabalho criado pelo MAI para “prevenir” e “combater” o fenómeno do carjacking.
No seguimento das medidas propostas pelo grupo de trabalho foi criada na página da Internet do MAI um sítio com “conselhos úteis”. Segundo o MAI, está ainda previsto a distribuição de panfletos em zonas de maior incidência deste tipo de crimes.
À noite e com arma de fogo
De acordo com um relatório disponível no sítio oficial do MAI, Lisboa (227 casos em 2007) e Porto (144) são as zonas onde ocorrem mais roubos com recurso a este método violento. Seguiram-se Setúbal (60), Braga (31) e Aveiro (11 casos, em 2007).
No mesmo estudo, vê-se que é pela madrugada que os assaltantes mais atacam, preferencialmente à sexta-feira. Na maioria, os roubos são perpetrados por 3 indivíduos, com idades entre os 21 e os 30 anos, e largamente com recurso a arma de fogo. >>>
Os portugueses não precisam deste tipo de segurança! Os iluminados estão localizados.
