“Devemos assegurar uma maior representatividade nos órgãos das Nações Unidas e tornar a sua actuação mais transparente”.
“Candidatamo-nos em nome da representação equitativa dos Estados, designadamente dos que constituem a maioria dos que integram esta Casa, porque acreditamos que essa é a melhor forma de garantir o sentido de justiça que é essencial para que as decisões sejam aceites por todos”.
“A relevância destes propósitos e a centralidade das Nações Unidas na sua prossecução nunca foram tão evidentes”.
“Nós somos as Nações Unidas. Está nas nossas mãos o seu destino. O sucesso desta Organização está estreitamente ligado à sua capacidade de regeneração, ao reforço da sua democraticidade, representatividade e eficácia”.
“Num mundo globalizado e interdependente, só instituições multilaterais fortes poderão promover os valores fundamentais da paz, da democracia, dos Direitos Humanos e do desenvolvimento sustentável”, disse, assegurando que Portugal está empenhado em apoiar um multilateralismo efectivo, “tendo por base umas Nações Unidas coesas e eficientes”.
E, porque as palavras não se devem reduzir a “vã retórica”, o chefe de Estado enumerou os pressupostos que entende que devem ser a base da actuação das Nações Unidas, nomeadamente pugnar para que a organização disponha dos meios necessários ao cumprimento da sua missão.
Além disso, continuou, deve ser garantido o cumprimento das declarações sobre Direitos Humanos subscritas.
A este propósito, Cavaco Silva recordou o empenho de Portugal nesse “esforço comum”, nomeadamente através da participação em Operações de Paz em mais de 20 missões lideradas pelas Nações Unidas, e homenageou todos os “capacetes azuis”, em particular aqueles que “deram a vida pelos ideias da Carta das Nações Unidas”. Fonte