Eleições 2009 – Partido Nacional Renovador

Partido Nacional Renovador formaliza candidatura às Eleições Europeias

O PNR entrega hoje no Tribunal Constitucional, pelas 15h, a lista concorrente às Eleições Europeias 2009, formalizando assim a sua candidatura com o tema “A União Europeia prejudica Portugal“. A lista será entregue pelo Mandatário Nacional da candidatura, Valdemar Almeida, com a presença do Cabeça de Lista, Humberto Nuno de Oliveira e do Presidente do PNR, José Pinto-Coelho. No dia 1 de Maio em Faro, no Hotel de Santa Maria, terá lugar às 15.30 horas uma Conferência de Imprensa de apresentação da candidatura. A conferência, na qual o candidato exporá as linhas programáticas do PNR face à União Europeia, contará ainda com a presença dos primeiros candidatos da lista, bem como do Presidente do Partido. Após a conferência realiza-se a manifestação de rua comemorativa do “Dia do Trabalho Nacional“.  pnr.pt

Quem faz política em Portugal? Quem discrimina quem?

A política em Portugal ‘faz-se’ por jornalistas e editores. São eles que escolhem quem aparece, quem tem posições políticas, quem tem opinião e, em última análise, decidem qual opinião.
Os exemplos que trazemos são elucidativos. O PNR – Partido Nacional Renovador – anunciou o seu cabeça-de-lista a 3 de Dezembro de 2008. Esse comunicado, tal como tantos outros, foi enviado para todas as redacções e agências de comunicação. Nenhum jornal divulgou esse facto, tal como acontece invariavelmente às restantes posições assumidas pelo PNR. Ontem, novamente mais do mesmo. O PNR enviou o comunicado sobre o protesto relativo às eleições europeias a todos os orgãos de comunicação social. A Lusa, inclusive, redistribuiu-o como faz habitualmente por todos os jornais e televisões. As edições online do Portugal Diário e Diário de Notícias foram os únicos (entre os milhares de jornais nacionais e regionais) que, até agora, fizeram menção, de forma tímida e atabalhoada no meio de um extenso artigo sobre os vários partidos, à posição assumida pelo PNR. Já o Expresso online, o tal que anda em campanha abrilina que diz que “Portugal é de todos”, também publicou artigo sobre a discriminação aos partidos sem representação parlamentar mas ignorou completamente o PNR.
E assim se vai fazendo política em Portugal, determinada por alguns, poucos, que controlam os meios de comunicação social e decidem quem tem opinião, e qual opinião. Quanto ao Expresso, e ao PNR, já não é novidade, e para que fale no PNR só teremos de aguardar sobre um qualquer caso que nada tenha a ver com o PNR mas que o Expresso, como sempre, fará questão de associar ao partido.
Tudo isto no mesmo dia em que o relatório do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira faz questão de associar o PNR a grupos extremistas, violência, criminalidade, como se a criminalidade violenta que grassa de norte a sul do país (e sobre a qual Rui Pereira tem, efectivamente, responsabilidades), tivesse algo a ver com a actividade política, legal e de postura irrepreensível do PNR, e que a TSF (ao contrário do tema “PNR/europeias”) fez questão de reproduzir.
Elucidativo da podridão é dizer pouco. pnr.pt

Novos folhetos do PNR

Conversa com Bruno Oliveira Santos

Esta entrevista saiu na verdade um diálogo, em que tanto falam entrevistado como entrevistador. O perguntador sou eu, o questionado é o Bruno Oliveira Santos, que abriu um blogue (o Nova Frente) mais ou menos nos mesmos dias em que este viu a luz da tela, e desde então o tem mantido aberto, dando combate sem tréguas ao conformismo, à mediocridade e à vulgaridade que assolam o nosso tempo como pragas do Egipto. Os leitores talvez não acreditem, mas não conheço o Bruno; nunca o vi; se acreditarem nisso talvez calculem a alegria deste encontro que já leva mais de cinco anos e meio, e que a rede tornou possível. O Bruno, que nunca vi, tornou-se um companheiro de todos os dias. Ainda por cima um companheiro bem disposto e transbordante de talento, que nos reconcilia com a existência cinzenta em que somos forçados a viver.

É por todas as razões e mais algumas que publico aqui esta troca de impressões com o Bruno. A conversa saiu muito politizada, mas o ano obriga.


1- Uma vez que ambos nos empenhamos politicamente, cada um a seu modo, começo por uma reflexão sobre um tema que me interessa. A Direita tem-se limitado normalmente, e desde há muito, a ser o que a Esquerda não é. A sua intervenção centra-se no combate ao que rejeita, e a sua definição faz-se pela negativa, em face da Esquerda. Será possível que a Direita passe de uma existência de reacção para um papel histórico novo, de criação, de proposição? Que assuma no nosso tempo a iniciativa política e uma função transformadora?

BOS – É desejável, mas difícil. De qualquer modo, faço notar que o combate ao que se rejeita também tem virtudes. A própria esquerda, historicamente, definiu-se em várias épocas apenas pela negativa e pela rejeição dos princípios dominantes. Hoje, para a direita assumir o papel de proposição e de iniciativa política, será necessário descobrir novos temas, novas propostas, novas ideias. É preciso pôr um pé no futuro e na inovação, rompendo com os dogmas prevalecentes, e outro pé no passado e na tradição. E tudo isto sem perder o equilíbrio. Enfim, importa desenvolver um projecto de vanguarda assente no que sempre fomos. Não faltam áreas onde inovar. O sistema actual não dá resposta às necessidades mais básicas. Em matéria de segurança, parece impotente face à criminalidade galopante. No que toca à educação, não consegue ensinar as crianças a ler e a escrever. Na economia, é o desastre que se vê. E o mesmo se aplica à saúde, à justiça, a todos os sectores. Dois milhões de portugueses vivem em situação de pobreza. Esses e os outros são atormentados pelos flagelos da droga, os ataques à Vida e à Família, a corrupção. Este regime vive e sustenta-se na ladroagem.

2 – Virando a atenção para o caso português, penso muitas vezes que nos ficou uma herança do antigo regime que condicionou toda a vida política posterior: a Direita desabituou-se de fazer política, e a pouco e pouco esqueceu-se de como se fazia, e até ganhou desprezo a quem faça (a conotação negativa do “ser político” tem raízes muito profundas). Hoje, passadas décadas, será possível reverter esta situação? Trazer à Direita o gosto e a paixão da política? Ou, numa formulação certamente mais direitista, fazer com que ela sinta o dever da política – e acabar com as sistemáticas derrotas por falta de comparência?

BOS – É lamentável perder por falta de comparência. Há razões objectivas, porém, que explicam por que a esquerda intervém mais e goste de “fazer política”. Entre outras coisas, a esquerda partilha a ideia de que o mundo pode ser inventado ou transformado por via política ou ideológica, e que esta transformação é sempre para melhor, a caminho do «progresso». A direita não acredita nesta insanidade utópica. No caso português, sobrevém outro problema. Este regime é hemiplégico: vai da extrema-esquerda ao centro. A social-democracia, que é uma criação dos marxistas do princípio do século passado, é considerada entre nós de centro-direita, e um partido voluntariamente do “centro” como o CDS passa por direita populista.

Continua

Entrevista: Humberto Nuno de Oliveira

O meu entrevistado de hoje é o Humberto Nuno de Oliveira, que conheci há umas três décadas, ao tempo em que ele iniciava o seu curso de História no casarão do Campo Grande (até hoje nunca mais largou a História, com mais umas tantas paixões associadas). Já era como hoje: um homem de causas, um idealista generoso e sempre disponível. E a somar a isso um modelo de companheirismo e boa disposição, bem longe do estereotipo da direita roncante, a direita permanentemente zangada, caricatural, de que tantas vezes nos rimos com gosto, criticando sem complexos os tiques, as taras e os ridículos da família.
É claro que o tempo, em trinta anos, alguma coisa mudou no Humberto; mas creio que foi sobretudo no visual. Na época estava longe do look skinhead que agora ostenta, por fatalidades biológicas.
A entrevista ao Humberto Nuno tem uma motivação imediata: a sua candidatura às eleições europeias, como cabeça de lista pelo PNR. Foi a primeira a ser apresentada, e apesar disso foi rigorosamente ignorada por toda a comunicação social. Aqui não se respeitam esses interditos: é com todo o gosto que convidámos o amigo Humberto a dizer aqui o que entendesse sobre a sua candidatura às próximas eleições europeias.
Aqui fica a entrevista, para apreciação geral.

1 – Faltam apenas três meses para as eleições europeias. Como pensas fazer, neste espaço de tempo, para convencer os portugueses a caminhar até às urnas de voto – e a votar em ti?

HNO – É uma excelente questão, nem sempre de fácil resposta. Como bem sabes, tendo sido o primeiro candidato anunciado às eleições europeias ninguém o noticiou. É este o tipo de cortina de silêncio que se vai abater sobre nós, tentando-se que as nossas propostas sejam silenciadas. Mesmo o “Diário de Notícias”, que me contactou, a quem concedi uma entrevista e que me veio fotografar, acabou por nada publicar. Como em situações anteriores é evidente que muitos portugueses só tomarão contacto com a candidatura do PNR nos tempos de antena, é uma tristeza mas é assim esta nossa “democracia”.
Mas é sobretudo importante que, nestas eleições que são as que apresentam sempre mais elevadas taxas de abstenção, não faltemos. É verdade que esta Europa nos diz pouco, ou nada, É verdade que tudo o que lhe diz respeito jamais foi referendado ou sequer seriamente discutido, mas não é menos verdade que é ela que, na presente conjuntura, manda em nós. Há, portanto, que combatê-la. Cada voto desperdiçado, cada “euro-descontente” que ficar em casa, está, passivamente, a contribuir para a destruição de Portugal.
Votar no PNR nestas eleições é votar no único partido que tem a frontalidade de dizer que a União Europeia prejudica Portugal. Creio pois que é suficiente motivo para todos os que se preocupam com PORTUGAL.

2 – Quais são os temas fortes que identificam esta candidatura, que aceitaste encabeçar?

HNO – Acho que, face à situação dramática em que nos mergulharam, muito se poderia elencar. Optámos assim apenas por uma mão cheia de razões: Moeda, Crescente dependência externa, Anti-federalismo, Proteccionismo e desenvolvimento da produção Nacional e a limitação de Schengen e da Imigração.

A Moeda
Para além da questão sentimental em que o escudo funcionava como símbolo pátrio, e um dos símbolos mais visíveis da nossa soberania, o euro agravou os custos de vida dos Portugueses em pelo menos 100%. Não seria possível outro cenário? Claro que sim! Mas uma vez mais, apressadamente, os políticos do sistema quiseram fazer boa figura face a Bruxelas. Os Portugueses e a sua vida, não foram preocupação quando tal se decidiu. Cremos que é, pois, tempo de dizer basta!

A Dependência
Alguém nos perguntou se queríamos, ao entrar na União, abdicar de valores sagrados e transferir para as mãos de federastas valores fundamentais de uma Pátria soberana? Não! Tudo nos foi ocultado até supostamente um ponto de não retorno. É tempo, pois, de afirmarmos alto que queremos de volta um Portugal verdadeiramente independente.

A Europa das Pátrias
Uma Europa de Pátrias pressupõe uma Europa de Europeus e dos seus valores. Por tal razão entendemos que jamais a Turquia poderá entrar nesta, ou noutra qualquer, União Europeia. A Turquia não é culturalmente europeia como não o são outras entidades existentes na Europa e patrocinadas pelos americanos. Queremos uma Europa onde as pátrias tenham voz, onde os valores europeus possam ser defendidos, uma Europa em suma, onde não tenhamos de abdicar de nada do que somos para sermos algo que nos é inato: sermos Europeus.

A Produção nacional
Será lícito que governantes pensem que a troco de betão e alcatrão, além evidentemente de chorudas verbas para os bolsos de tantos, um país deva submeter o seu aparelho produtivo às decisões de terceiros, tantas vezes contrárias aos seus interesses? É óbvio que não! Por isso temos a frontalidade de dizer que a UE prejudica Portugal.

Schengen/ Imigração
Será lícito que, sem termos sido consultados, nos escancarassem as fronteiras, ao abrigo de objectivos mundialistas e multiculturalistas, deixando a nossa Europa, e suas Pátrias, à mercê de uma crescente criminalidade e uma progressiva subversão dos seus valores? Conhecemos a Vossa resposta que é a nossa: Não.

O PNR tentou nestes simples preceitos identificar, assim, algumas das preocupações por muitos partilhadas nesta Europa que insistem em subverter. Jamais abandonaremos a defesa de Portugal e dos Portugueses. Jamais pactuaremos com tratantes e federastas que nos vendem a retalho.

3 – Em alturas de aproximação de eleições europeias, abundam sempre as manifestaçoes de eurocepticismo oportunista. O teu caso será provavelmente o único a poder afirmar que as tuas preocupações em relação à Europa não são de hoje, porque são de sempre. A tua lista quer assumir sem complexos a representação de todos aqueles, e são de muitas e diferentes famílias, que sempre foram críticos quanto a este modelo de construção europeia?

HNO – É verdade. É curioso verificar como nestas ocasiões surgem tantos críticos e eurocépticos de ocasião. É bom que os Portugueses se lembrem nestas eleições do discurso pró-federal que elees mantêm e que alteram à boca das urnas. No meu caso tens razão, as minhas dúvidas quanto a esta Europa são de sempre, mas esse é apenas um crédito que te agradeço teres lembrado. Quanto à convergência, foi, como sabes, sempre aquilo por que mais trabalhei na nossa área. Algumas manifestações, mesmo de gente não tradicionalmente votante do PNR, parecem demonstrá-lo. Acho que o mote escolhido: A União Europeia prejudica Portugal não podia ser mais explícito na congregação dos verdadeiros críticos.

4 – A base eleitoral da candidatura apresentada pelo PNR coincide naturalmente, à partida, com os votantes deste partido. Existem perspectivas reais de ampliar essa base, de alargar os apoios à candidatura não só através do crescimento do próprio PNR mas também com a construção de uma plataforma mais vasta, que faça reconhecer-se na tua lista outros sectores, não identificados normalmente com o PNR?

HNO – Como já disse, recebi já apoio de gente que costuma votar nos partidos do sistema e que, desta feita, votará em nós. Também da sempre desavinda “direita” recebi claros apoios de gente que não se identifica com o PNR. Sobretudo gostaria que se identificasse esta candidatura como aquela que coloca Portugal e os Portugueses como sua razão de ser. Rótulos, esses sempre nos colarão…

5 – Os resultados eleitorais das próximas eleições europeias parecem-te importantes para a evolução da política portuguesa? Porquê?

HNO – Creio que face à actual conjuntura que mostrou a dependência em que levianas políticas mundialistas nos colocaram a alternativa nacionalista só pode crescer. É essa a minha convicção se bem que a memória curta de tantos Portugueses não me deixe completamente descansado…
Mas quero crer que persiste um substrato cultural nacionalista em muitos portugueses que pode emergir em momentos de grave crise como a presente.

6 – A teu ver, quais são os factores que conduziram a que grande parte da Direita portuguesa se tenha mantido afastada e desconfiada em relação ao PNR? São superáveis?

HNO – A Direita Portuguesa, são, como bem sabes, muitas. Essa tem sido a nossa triste sina. Onde há três cria-se uma cisão, tantas vezes o dissemos entre risos e justa preocupação. Tem sido esse o nosso problema. É por outro lado um percurso árduo e marginalizador. Os da nossa geração que trairam os princípios há muito se sentam à mesa do orçamento, sendo apenas de Direita das 17 às 9, ou seja no tempo que sobra do emprego que a traição das convicções lhes arranjou… Faltam-nos quadros. Faltam-nos militantes e os que temos são sempre alvo de tratos de polé como se neste mundo “moderno” o pior crime seja ser de Direita. Existem divergências antigas e novas que se revelam de difícil superação. O sistema estigmatiza-nos e apresenta-nos como justo motivo de crítica, condenação e escárnio. Enfim muitos factores, uns exógenos, outros endógenos contribuem para essa desconfiança.
Se é certo que o óptimo é inimigo do bom o PNR é certamente, na actual conjuntura, a plataforma pela qual tantos anos ansiámos: um Partido legal, concorrente às eleições, aglutinador das “direitas”, que nos permita expressar o nosso descontentamento na área nacionalista. Não será um partido ideológico, mas também não creio que o deva ser na actual conjuntura.
Será perfeito e ideal? Não, claro. Mas podemos sempre almejar contemplativamente os arquétipos, esperar por aquilo que exactamente gostamos e permanecer tranquilamente no nosso sofá…

7 – Considerando que és um homem da Universidade, apetece-me perguntar-te: que diferenças mais relevantes se nota entre os jovens universitários de agora e os do nosso tempo? Nomeadamente em termos de politização, de cultura, de interesses, etc.

HNO – Nós (de direita e esquerda) erámos jovens politizados, idealistas que acreditavamos na política. Hoje as preocupações são, lamentavelmente bem diversas e a descrença na política e nos políticos afasta muitos jovens da luta por ideais. Hoje vivemos num mundo materializado onde desde logo a escolha da formação superior é determinada pela empregabilidade e não pelo gosto ou vocação. Ninguém o fazia no nosso tempo, como bem te recordas. Aí tens a diferença fundamental: o abastardamento a que a materialização, que impôs o parecer/ter sobre o ser, nos conduziu.

8 – Que conselhos fundamentais gostarias de transmitir aos militantes mais jovens das causas que tu defendes? As verdades são as mesmas, mas as formas de afirmação política passam hoje por outros meios e outros métodos que não são os de há trinta anos? Como perguntaria Lenine – que fazer?

HNO – Gostaria de começar, aproveitando esta tribuna, para realçar um simples aspecto fulcral. Na tua pergunta detecta-se muito, algo próprio da nossa geração e que hoje seria impensável: um homem de Direita conhecer Lenine e citá-lo. Tal seria impensável hoje. Os que são de direita apenas devoram autores de direita, os de esquerda idem, frequentemente mal, ambos. Há uns anos uma aluna minha, militante do Bloco de Esquerda, ficou estupefacta com a obra social do Fascismo italiano. De ascendência italiana, jamais se tinha apercebido, no mundo em que se movimentava, que muitas das medidas sócio-laborais que acreditavam serem de “democratas” o eram na realidade de “monstros fascistas”. O preconceito imperava. Creio que não minto se disser que, depois de tais leituras, jamais me procurou para discutir política.
Gostava de lhes aconselhar que leiam, tudo. Que leiam Gramsci, apesar de prisioneiro político do fascismo italiano. Percebam a importância do seu legado, admirem o sabor dos seus “Apontamentos da Prisão”, onde diz que, no seu julgamento, os tribunais fascistas, que o condenaram, acabaram por lhe outorgar o maior elogio: “temos de parar, durante vinte anos, este cérebro de funcionar”. Melhor ler Gramsci e perceber a importância do seu combate cultural que empinar uma qualquer vulgata de Spengler ou Gobineau que não conseguem compreender…
Nesse combate cultural usem tudo o que o sistema vos permitir. Hoje, meu caro, como muito bem sabes é muito mais fácil disseminar a verdade que no nosso tempo. Aos mais novos, pois, a tarefa de erguerem o facho.
(Nota: para evitar uma estúpida, mas recorrente, imbecilidade, esclarece-se que facho é um archote, um farol, algo que por extensão se pode aplicar a tudo o que possa esclarecer a inteligência [do latim fasculu] e que nada tem a ver com Fascismo, que provém do latim fasces, feixe de varas utilizado pelos lictores romanos e que foi utilizado por Mussolini como símbolo visual da união nacionalista).

9 – Saltando do imediato para um plano mais distanciado, que críticas gostarias de formular em relação ao que tem sido a Direita portuguesa desde que estás presente na vida política? Quais as razões essenciais para o défice de representação política das famílias ideológicas da Direita em Portugal?

HNO – Invejas, “fuhrerites”, maledicência e muita traição aos princípios. Acho que é tudo…

10 – Mantendo-nos em questões de fundo, quais as propostas que gostarias de sublinhar, como decisivas, numa visão de futuro? O que deve a Direita portuguesa fazer que se tenha esquecido de fazer nas últimas décadas?

HNO – Parece-me que um claro Não a Bruxelas é um passo fundamental. Ao fazê-lo garantimos a Soberania Nacional. Devemos com carácter de urgência travar a invasão que sobre nós se abate. Invasão geradora de desemprego, angústria e crime. Devemos apoiar a família, célula base de qualquer sociedade, e não gastarmos tempo e energia com “bizantinices” e aberrações. Garantir que no nosso país a justiça seja justa e célere, que o direito seja direito e não ínvio, que a segurança seja assegurada, em suma, devolver aos Portugueses valores nos quais cada vez mais, e com fundada razão, não acreditam. Economicamente fazer dos portugueses proprietários e de Portugal um país produtor, na agricultura, na indústria, combatendo o “subsídio-dependentismo”, a cultura da dependência e a “resortização” do País. Desenvolver a Marinha de Guerra, de Pesca e Comercial e as inúmeras actividades a elas associadas e nalguns casos criminosamente desmanteladas pelo Portugal de Abril. Apostar na formação e na educação, com seriedade, sem espectáculos mediáticos, ou informáticos…
Combater a corrupção dos políticos e assegurar uma vida digna aos Portugueses.
Finalmente e permitindo-se-me alguma ironia: erradicar essa grande conquista de Abril que (seguramente por alguma malévola intenção havia sido extinta nos tempos da “tenebrosa opressão fascista”) foi a Tuberculose…
Assumir, em suma, o que nos fez grandes sem complexos e remeter para o lixo da história o que nos conduziu à apagada e vil tristeza…

11 – Finalmente, que mensagem gostarias de deixar aqui, para os nossos leitores, a pensar concretamente no acto eleitoral de 6 de Junho, em que meio Portugal estará, segundo tudo indica, na praia e arredores?

HNO – Que, nestes tempos de uma cultura de chinelização e meramente hedonista, não desistam de Portugal. Acreditem que vale a pena a aposta no PNR para aqueles que amam a Nossa Pátria. Acreditem que, na política fora dos partidos do sistema, há seriedade e vontade de trabalhar. Resta aos Portugueses a vontade de quererem mesmo mudar…

Fonte

Terra Portuguesa | Boletim nº 2

Está disponível o Boletim “Terra Portuguesa” nº 2 cujo principal destaque vai para a última manifestação do 10 de Junho, merecendo também destaque a repressão por parte do sistema à Festa Nacionalista de Verão.

Entre diversas secções e espaços, este número traz ainda um artigo de Humberto Nuno de Oliveira, Cabeça de Lista do PNR às Eleições Europeias de 7 de Junho, sobre o Tratado de Lisboa.

É de grande importância para os objectivos de crescimento do PNR, que este boletim seja divulgado e lido pelo maior número possível de pessoas.

O preço de cada edição é de 2€ (mais portes de envio quando remetida por correio).  Os interessados podem enviar e-mail para:
ce@pnr.pt
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
<!–
document.write( ‘</’ );
document.write( ‘span>’ );
//–>

O Boletim nº 3, cuja edição está prevista para Maio, dará especial destaque às Eleições Europeias.

pnr