PNR critica falta de meios e de autoridade na PSP

PNR critica falta de meios e de autoridade na PSP num país “de pernas para o ar”

O cabeça-de-lista do PNR criticou hoje a falta de meios e de autoridade com que a PSP trabalha, num país “de pernas para o ar” que protege o criminoso e onde o polícia é “um malandro”.

Na opinião de Humberto Nuno de Oliveira, Portugal é um “país que vive efectivamente de pernas para o ar”, onde, “independentemente dos momentos eleitorais”, toda a gente critica as forças de segurança.

“Na realidade, é bom que as pessoas saibam que as forças de policia tinham melhores condições em 1958 do que têm nos nossos dias, que foram perdendo regalias que foram sendo sucessivamente atacadas”, defendeu o cabeça-de-lista do Partido Nacionalista Renovador (PNR), em declarações aos jornalistas, no final de um encontro com o Sindicato dos Profissionais da Policia (SPP/PSP).

Para Humberto Nuno de Oliveira, a segurança é, juntamente com a educação e a saúde, um dos pilares fundamentais de sustentação da sociedade, mas tem sido desvalorizada com a contínua diminuição de meios materiais e humanos entre as forças de segurança e entende mesmo que em Portugal se protege mais o “criminoso” do que o agente da autoridade.

“As pessoas devem saber que se a policia não age é porque não tem meios, porque está desautorizada, está num pais de pernas para o ar onde o criminoso é sempre um bom, um desgraçadinho, um individuo cheio de problemas sociais e o agente da autoridade é sempre um malandro que persegue esses jovens desenquadrados, essa gente coitadinha, tão desprotegida da sociedade”, criticou.

Opinião partilhada pelo presidente do sindicato, António Ramos, que voltou a lembrar que para garantir a segurança de todos os cidadãos é preciso “uma polícia motivada no aspecto dos meios humanos e materiais” e voltou a defender a fusão entre a PSP e a GNR numa polícia nacional.

No final, e fazendo um balanço sobre as duas semanas de campanha eleitoral, o cabeça-de-lista do PNR salientou sobretudo um “aspecto negativo”.

“Neste país, a classe política dominante mentiu tão escandalosamente aos portugueses durante tantos anos, não cumpriu aquilo que prometeu, degradou de tal maneira, como vimos assistindo nesta campanha, onde entre os principais protagonistas o debate político tornou-se tão rasteiro, tão baixo, que de facto muitas pessoas se vêem afastadas da política e não acreditam nem na nossa proposta nem em nenhuma outra”, acusou.

Acrescentou ainda que para o partido, o “grande objectivo” para o dia 07 de Junho é conseguir eleger “um ou mais deputados”, mas “qualquer subida significativa” no número de votos “é já reconfortante para um partido com tanto bloqueio e tanta dificuldade em penetrar no conhecimento dos portugueses”. publico

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